Padrão da Raça Dogo Argentino

Padrão da Raça

1- Trufa 13 - Perna 25 - Braço
2 - Focinho 14 - Jarrete 26 - Ponta do esterno
3 - Stop 15 - Metatarso 27 - Ponta do ombro
4 - Crânio 16 - Patas  
5 - Occipital 17 - Joelho  
6 - Cernelha inferior 18 - Linha inferior  
7 - Dorso 19 - Cotovelo a - Profundidade do peito
8 - Lombo 20 - Linha do solo b - altura do cotovelo
9 - Garupa 21 - Metacarpo a+b = altura do cão na cernelha
10 - Raiz da cauda 22 - Carpo  
11 - Ísquio 23 - Antebraço  
12 - Coxa 24 - Nível do esterno  

APARÊNCIA GERAL: Molosso de tipo normal, mesomorfo e macrotálico dentro das proporções desejadas, sem gigantescas dimensões. Seu aspecto é harmonioso e vigoroso, devido aos seus poderosos músculos, debaixo de uma consistente e elástica pele, aderidos ao corpo por um tecido subcutâneo pouco solto. De andar tranqüilo, seguro, inteligente e de reações rápidas, demonstrando permanente alegria em seus movimentos. De caráter cordial e afetuoso, uma admirável cor branca, suas virtudes físicas o mostram um verdadeiro atleta.

PROPORÇÕES IMPORTANTES: Por ser um animal mesoformo, nenhuma de suas regiões se salienta de seu corpo que é harmonioso e equilibrado. Mesocéfalo: o focinho deve ter o mesmo comprimento que o crânio. A altura da cernelha é igual à altura da garupa. A altura do tórax é igual a 50% da altura da cernelha. O comprimento do corpo ultrapassa a altura da cernelha em 10%.

COMPORTAMENTO / TEMPERAMENTO: Alegre, franco, humilde, amigável, pouco ladrador, demonstrando sempre ser consciente de seu poder. Jamais deve ser agressivo, caraterística que deve ser severamente observada. Sua atitude dominante o mostra em contínua competição territorial com exemplares do mesmo sexo, caraterística mais notável nos machos. Como caçador é astuto, silencioso, valente e corajoso.

CABEÇA: de tipo mesocefálico, de aspecto forte e poderosa, sem ângulos abruptos nem cinzelamento, mostra um perfil côncavo-convexo; convexo no crânio devido ao relevo dos músculos mastigadores e da nuca; e ligeiramente côncavo no focinho. Articulado com o pescoço forma um arco de forte musculatura.

REGIÃO CRANIANA Crânio : maciço, convexo em sentido antero-posterior e transversal. Com arcos zigomáticos muito separados do crânio formando uma ampla fossa temporal que possibilita o grande desenvolvimento do músculo temporal. O occipital não é muito proeminente devido ao forte músculo da nuca. A depressão central do crânio é ligeiramente definida. Stop: ligeiramente definido, dando transição entre a convexidade cranial a uma ligeira concavidade facial. Visto de perfil, dá-nos uma imagem de definido, devido ao relevo das arcadas superciliares.

REGIÃO FACIAL: Comprimento igual ao do crânio. Trufa: narinas amplas; pigmentação preta. Ligeiramente elevada de frente dando à terminação a concavidade do focinho. Visto de perfil, a linha anterior é perpendicular e reta, coincidindo com o bordo do maxilar ou ligeiramente anterior a ele. Focinho: forte, um pouco mais longo do que profundo, bem desenvolvido em largura, com seus lados ligeiramente convergentes. A linha superior é ligeiramente côncava, característica quase exclusiva do Dogo Argentino. Lábios: moderadamente grossos, curtos e aderentes, com os bordos livres e de preferência pretos. Maxilares / Dentes: maxilares fortes e bem adaptados sem prognatismo superior ou inferior. Os maxilares devem ser ligeiramente convergentes dando homogeneidade às arcadas dentárias. Os maxilares asseguram uma capacidade máxima de morder. Dentes grandes, bem desenvolvidos firmemente dispostos em linha, limpos e sem cáries. A completa dentição é recomendada, dando prioridade à homogeneidade das arcadas dentárias. Mordedura em torquês, aceitando mordedura em tesoura. Bochechas: longas e relativamente planas, sem dobras, relevos ou cinzelamento, cobertas por pele forte. Olhos: escuros ou cor de avelã, protegidos por pálpebras com bordas de preferência pretas sendo que a ausência de pigmentação não é falta. Amendoados, inserção média e ampla, separação entre ambos. A expressão deve ser alerta e viva, ao mesmo tempo, bem firme, especialmente nos machos. Orelhas: inseridas altas e, lateralmente, bem separadas devido à largura do crânio. Funcionalmente, deverão apresentar-se cortadas e eretas, em forma triangular e de um comprimento que não exceda 50% do bordo anterior do aurículo da orelha natural. Sem serem cortadas, as orelhas são de comprimento médio, grossas, planas e arredondadas na ponta. De pelagem lisa, ligeiramente mais curta do que no resto do corpo, podem ter pequenas manchas que não devem ser penalizadas. Em posição natural, são pendentes cobrindo a parte traseira das bochechas. Em alerta, elas podem ser semi-eretas.

PESCOÇO: de comprimento médio, forte e reto, bem musculoso com uma ligeira linha superior convexa. Em forma de cone truncado, junta-se à cabeça em um musculoso arco que esconde todos os relevos ósseos desta região e se fixa, no tórax, numa base larga. Coberto por uma pele elástica e grossa que se desliza livremente sobre de um tecido celular subcutâneo ligeiramente mais solto do que no resto do corpo, fazendo suaves dobras não pendentes na altura da garganta; esta característica é fundamental para a função do cão. A pelagem nesta região é ligeiramente mais longa.

TRONCO: o comprimento do corpo (medido da ponta do ombro até a ponta da nádega) é superior em 10% à altura na cernelha. Linha superior: nivelada; a cernelha e a ponta da anca têm a mesma altura, constituindo os pontos mais altos. Cernelha: larga e alta. Dorso: largo e forte, com músculos cheios, bem desenvolvidos, formando uma ligeira inclinação para o lombo. Lombo: forte e escondido pelo desenvolvimento dos músculos lombares que formam um sulco de mediano ao longo da coluna vertebral. Ligeiramente mais curto que o dorso, subindo ligeiramente para o topo da garupa. O desenvolvimento dos músculos, na parte da linha superior, confere aos exemplares a característica de um perfil ligeiramente cedido, sem chegar a ser, o que se acentua nos cães adultos, devido à grande musculatura dorso-espinhal. Garupa: de comprimento médio, larga e musculosa, deixando ligeiramente à vista a ponta do ílio e ísquio. Sua largura é igual ou ligeiramente menor do que a do tórax, mantendo um ângulo com a horizontal de mais ou menos 30%, o que marca em sua linha superior um ligeiro declínio convexo para a inserção da cauda. Peito: largo e profundo. A ponta do esterno é nivelada com a ponta do ombro (articulação escápulo-umeral) e com a linha inferior do tórax na altura dos cotovelos. Tórax amplo, dando máxima capacidade respiratória com costelas longas e moderadamente arqueadas que articulam com o esterno na altura da linha dos cotovelos. Abdome: ligeiramente recolhido sobre a linha inferior do tórax, nunca esgalgado, forte e de boa tensão muscular como nos flancos e lombos.

CAUDA: de inserção média, em ângulo de 45° com a linha superior. Em forma de sabre, grossa e longa; atingindo os jarretes, sem ultrapassá-los. Em repouso é caída naturalmente. Quando o cão está em ação é ligeiramente portada acima da linha superior e em constante movimento lateral. Em trote é portada ao nível da linha superior ou levemente acima dela.

MEMBROS ANTERIORES: vistos em conjunto, representam uma unidade forte e de robusta conformação ósseo-muscular, proporcionais ao tamanho do animal. Aprumos perpendiculares tanto de frente como de perfil. Ombros: altos e proporcionados, muito fortes com grandes relevos musculares, sem exageros. Oblíquos com a horizontal de 45°. Braços: comprimento médio e proporcional ao conjunto. Forte e de importante musculatura, com um ângulo de 45° com a horizontal. Cotovelos: robustos, cobertos de uma pele mais grossa e elástica sem dobras e sem rugas. Naturalmente situados contra a parede costal parecendo formar parte dela. Antebraços: de igual comprimento que os braços e perpendiculares, com ossos fortes e retos com bom desenvolvimento muscular. Articulação do carpo: longo e em uma mesma linha com os antebraços, livre de sobre-relevos ósseos e rugosidades. Metacarpos: ligeiramente planos com bons ossos e inclinados de 70° a 75° com a linha horizontal. Patas dianteiras: redondas com dedos curtos, robustos e bem fechados. Almofadas carnosas e duras cobertas de pele dura e áspera ao tato.

POSTERIORES: Angulações médias. Vistos em conjunto são fortes e paralelos, dando a imagem de força e potência que sua função requer, assegurando a suficiente impulsão e determinando o típico modo de andar. Coxas: comprimento proporcional ao conjunto. Fortes, com importante e muito visível desenvolvimento muscular. Ângulo coxofemoral próximo a 100°. Joelhos: colocados no mesmo eixo do membro; ângulo fêmoro-tibial cerca de 110°. Pernas: ligeiramente mais curtas que as coxas, fortes e com os mesmos músculos bem desenvolvidos. Jarretes: o conjunto tarso-metatarso é curto, forte e firme, assegurando a força de propulsão do membro posterior. Tarso robusto, com a parte do jarrete evidente. A articulação tíbio-tarsiana forma um ângulo perto de 140°. Metatarso robusto, quase cilíndrico e aprumado em 90° com a horizontal. Ergôs devem ser removidos. Patas traseiras: idênticas às patas dianteiras, ligeiramente menores e mais longas, mas com as mesmas características.

MOVIMENTAÇÃO: ágil e firme; com notórias modificações quando alguma coisa o interessa, mudando de atitude com reflexos rápidos, típicos desta raça. Passo pausado. Trote amplo, de boa suspensão anterior e potente propulsão. No galope mostra toda sua energia, desenvolvendo toda a potência que possui. As quatro patas deixam rastros simples e paralelos. Passo de camelo é considerado uma falta grave.

PELE: homogênea, ligeiramente grossa, mas suave e elástica. Aderente ao corpo por um tecido subcutâneo semi-frouxo que lhe permite movimentos livres, sem formar rugas relevantes, exceto na região do pescoço onde o tecido subcutâneo é mais frouxo. Com a menor pigmentação possível, apesar desta aumentar com a idade. A pele excessivamente pigmentada não é aceita. Preferem-se exemplares com os bordos das mucosas labiais e as pálpebras pigmentadas de preto.

PELAGEM Pêlo: uniforme, curto, liso e suave ao tato com um comprimento aproximado de 1,5 cm a 2 cm. Sua densidade e grossura variam segundo os climas. Em climas tropicais a pelagem é fina e rala (deixando transparecer a pele fazendo-se visíveis as regiões pigmentadas, o que não é motivo de penalização) e mais grossa e densa nas regiões frias onde pode aparecer subpêlo.

COR: integralmente branca. Admite-se, unicamente, uma mancha preta ou de tonalidade escura ao redor dos olhos, não cobrindo mais de 10% da cabeça. Entre dois cães de iguais condições, o juiz sempre deverá escolher o mais branco.

TAMANHO ( altura na cernelha ): 
Machos: 62 a 68 cm.
Fêmeas : 60 a 65 cm.

FALTAS GRAVES 
1- Falta de desenvolvimento ósseo-muscular (debilidade).
2- Trufa pouco pigmentada.
3- Lábios pendentes.
4- Dentes pequenos, débeis ou cariados. Dentição incompleta. 
5- Olhos excessivamente claros, entrópio ou ectrópio.
6- Peito em barril, peito em quilha.
7- Costelas planas.
8- Excessiva angulação dos membros posteriores.
9- Jarrete excessivamente comprido.
10- Andar atípico. 
11- Excessiva pigmentação cutânea em exemplares jovens. 
12- Pequenas zonas com coloração de pêlo. 
13- Desequilíbrio nervoso.

FALTAS ELIMINATÓRIAS 
1- Trufa sem pigmentação. 
2- Prognatismo superior ou inferior. 
3- Olhos azuis ou de cores diferentes. 
4- Surdez. 
5- Pelagem longa. 
6- Manchas na pelagem do corpo. Mais de uma mancha na cabeça. 
7- Tamanho inferior a 60 cm ou superior a 68 cm. 
8- Agressividade.

FALTAS: qualquer desvio dos termos deste padrão deve ser considerado como falta e penalizado na exata proporção de sua gravidade.

NOTAS: ...os machos devem apresentar os dois testículos, de aparência normal, bem desenvolvidos e acomodados na bolsa escrotal. ... todo cão que apresentar qualquer sinal de anomalia física ou de comportamento deve ser desqualificado.

Padrão extraido da (CBKC - Confederação Brasileira de Cinofila)
Fonte: www.cbkc.org/padroes/principal.htm